Modo e Tempo Verbal

Os tempos pretéritos no indicativo são três:

  • Pretérito Perfeito

Expressa um fato passado concluído no passado.

Ex: Eu viajei a noite.

  • Pretérito Imperfeito

Expressa um fato passado não concluído, continuo.

Ex: Eu viajava a noite.

  • Pretérito Mais-que-perfeito

Expressa um fato passado anterior a outro fato passado.

Ex: Eu viajara a noite.

Os tempos futuros no indicativo são dois:

  • Futuro do Presente

Expressa um fato futuro em relação a um fato do presente.

Ex: Eu viajarei a noite

  • Futuro do Pretérito

Expressa um fato futuro em relação a um momento passado

Ex: Eu viajaria a noite, se tivesse chegado cedo.

O tempo presente só existe em uma forma, em qualquer modo (indicativo, subjuntivo ou imperativo). O que eu acho mais interessante nessas definições, que eu peguei de um livro de gramática da quinta série, é que o tempo futuro só existe em relação ao presente ou ao passado. Fiquei pensando como temos dificuldade de lidar com o desconhecido, porque o futuro nada mais é do que o desconhecido. E como temos essa dificuldade temos que referenciá-la de algum modo, ou seja pensar em um futuro a partir de algo que já aconteceu.

O futuro do pretérito é o mais intrigante. Ele é somente uma possibilidade, algo que vai acontecer, somente de alguma outra coisa acontecer. Quando essa segunda ação, esse pré requisito ocorrer e virar passado é que a primeiro ação vai ocorrer. Entenderam? É meio complicado!

Ex: Se eu ganhasse (1) na loteria, viajaria(2) o mundo.

Uma linha do tempo:

*___________________1_______________________2_____________________>

Presente

Entenderam?!?

Enfim, eu fiquei pensando em tudo isso, e em como é complexo mesmo para nós organizarmos o tempo, e traduzi-lo em forma de linguagem, de narrativa. O que fazemos através dos tempos verbais é literalmente escrever o tempo, torná-lo concreto, palpável, mesmo que virtualmente.

por: Yasmin Bidim

~ por felipecarrelli em 22/06/2010.

Uma resposta to “Modo e Tempo Verbal”

  1. É interessante também a forma como nóe nos definimos normalmente, como se fossemos uma essência independente do tempo. Na verdade, nós nunca somos, e sempre estamos. É como se cada pequeno evento, cada fatia de presente vivida fosse modificada por e modificasse todas as outras. E aquilo que podemos considerar mais pessoal, a nossa conciência da própria existência viaja por entre essas fatias, e essa transição é interpretada pelo nosso cérebro como esse tal de “tempo”.
    Mas como entender o tempo? Racionamos criando relações entre modelos abstratos, e o tempo é uma espécie de “cola”, um elemento que permite a coesão na representação de realidade, na transição do concreto para o abstrato. Se o nosso próprio raciocínio usa esse conceito tão intrinsecamente para manipular todos os outros, poderá haver uma forma de se “libertar das garras de Chronos e enxerga-lo cara a cara”?

    (continuo se tiver próximo post)

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